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Para ver e visitar

Isolada e estreita, deve o nome ao canavial que cresce à volta de uma linha de água que, no inverno, cai em cascata pela arriba. O trilho de acesso desce por degraus talhados na rocha ocre — e a água, tão transparente, deixa adivinhar formações submersas.

Duas surpresas escavadas à mão nas arribas: um túnel a sul, que leva a uma enseada escondida com uma curiosa ponte em arco sobre um leixão, e outro a norte, ligando diretamente à Praia da Batata. Dentro, a maresia é intensa e as paredes vivem cobertas de mexilhões e anémonas.

Uma pequena enseada de acesso mais fácil de barco, na face da Ponta da Piedade onde o mar esculpiu uma formação de rocha que lembra uma balança de pratos — daí o nome. Debaixo de água, o mundo colorido dos recifes surpreende quem mergulha de máscara e barbatanas.
Vizinha da Balança, também só bem alcançável de barco, tem o nome de uma rocha com silhueta de figura feminina. Areal pequeno, encaixado, tranquilo — e cheio de fósseis marinhos visíveis na arriba.

Num dos edifícios mais antigos da cidade, onde chegaram os primeiros escravos africanos a Portugal em meados do século XV. Hoje é um núcleo museológico que enfrenta de frente este capítulo difícil da história portuguesa.

Erguida no início do século XVIII, guarda um dos maiores conjuntos de talha barroca do Algarve, obra de Gaspar Martins e Custódio de Mesquita. Visita-se pelo museu ao lado, onde também está o antigo Pelourinho de Lagos, num dos pátios.

Fortaleza do século XVII à entrada da barra, rodeada por um fosso e com uma imponente porta de armas de ponte levadiça. Lá dentro, uma capela também do século XVII, coberta de azulejos.

A poucos passos do centro histórico de Lagos, é a praia mais urbana do concelho — a arriba atrás dela já virou esplanada. Ao lado, a Fortaleza da Ponta da Bandeira guarda a entrada da barra, onde os veleiros da marina se misturam com os barcos de pesca.

Igreja tardo-gótica na Luz de Lagos, com uma capela-mor coberta por abóbada de nervuras e um arco triunfal decorado com figuras de animais e pessoas entrelaçadas em folhagem.

Réplica fiel de uma caravela quinhentista, construída em 1990 para as comemorações dos Descobrimentos — 23,8 metros de comprimento e um mastro de 18. Homenageia Gil Eanes, natural de Lagos, que em 1434 dobrou o temido Cabo Bojador numa embarcação assim.

Já foi eleita uma das melhores praias do mundo por revistas da especialidade, e não é difícil perceber porquê: recantos abrigados entre as rochas, água cheia de vida marinha colorida, e uma vista de miradouro que vale a pausa antes de descer.

Igreja do século XV com três naves e um portal de 1612. Um dos seus recantos mais curiosos é a Capela dos Ossos.

Fundada em 1554 como o segundo convento feminino de Lagos, esta igreja barroca foi restaurada entre 2005 e 2008. Destaque para os altares em talha dourada e os azulejos da sacristia.

A Rocha Negra, um filão vulcânico vindo da Serra de Monchique, destaca-se escura na arriba branca desta praia de vila cosmopolita. A muralha da antiga fortaleza, erguida para proteger a igreja dos ataques de piratas, funde-se hoje com esplanadas à beira-mar.

Muralha com origens romanas, ampliada pelos árabes e depois muito reforçada no século XVI, com nove torreões preparados para artilharia e sete portas de acesso. Uma das secções chegou a servir de residência aos Governadores do Algarve.

Do Miradouro da Atalaia, no topo da arriba, a vista chega até Sagres. A argila que se acumula na base da arriba, dizem os locais, tem propriedades medicinais — mas o mais bonito é ver os tons frios a poente derreterem em ocres quentes à medida que se aproxima a Ponta da Piedade.

Centro murado de Lagos, com muralhas do século XVI, praças e igrejas históricas como a de Santo António. Cidade com papel central na época dos Descobrimentos Portugueses.

A vista do topo da arriba estende-se de Lagos a Albufeira, salpicada de velas brancas ao longe. Lá em baixo, uma longa escadaria de madeira leva à praia, dividida ao meio por um túnel estreito escavado à mão — um atalho entre dois recantos igualmente bonitos.

Conjunto de formações rochosas douradas, arcos e grutas talhados pelo mar junto a Lagos. Acessível a pé pelos miradouros, de caiaque ou em passeios de barco que entram nas grutas.

Construída no início do século XVI, tornou-se igreja paroquial depois do terramoto de 1755. O portal principal, de estilo renascentista, é ladeado pelas figuras de São Pedro e São Paulo.

Chega-se a pé pelo topo da arriba, a partir da Dona Ana, por um trilho de 300 metros entre plantas do litoral. Apesar de tão perto do centro de Lagos, continua sossegada, dividida por arcos rochosos e com uma escadaria que permite mergulhar direto no mar, sem passar pela areia.

Com mais de 5 quilómetros de areia, é a única praia verdadeiramente arenosa do concelho — e a preferida de quem pratica windsurf, kitesurf ou vela. Passadiços elevados atravessam as dunas baixas, protegendo plantas raras enquanto levam os banhistas até ao mar.
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