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Para ver e visitar

Convento do início do século XVIII, hoje palco de exposições e eventos culturais. À entrada ainda se vê a roda dos expostos, por onde eram deixados bebés abandonados.

Uma longa escadaria calcetada, entre pinheiros e giestas, leva a uma pequena baía cheia de recantos e abrigos naturais. A leste, um enorme leixão em forma de navio é ninho de falcões-peregrinos.

Igreja do século XVI com três portais manuelinos e colunas esculpidas com figuras humanas. Os painéis de azulejos barrocos retratam cenas do Evangelho e São Tiago em combate contra os mouros.

Cresce à volta do molhe nascente do rio, dividida em dois humores: de um lado, águas calmas de estuário; do outro, ondas que atraem surfistas à procura do horizonte certo. A descida faz-se por uma escadaria de pedra escavada na própria arriba.

O caminho estreito e sinuoso ainda cheira a alfarroba dos antigos pomares que atravessa. A praia, pequena, é dividida por um afloramento rochoso que forma piscinas naturais — um convite a ficar.

A antiga vila de pescadores transformou-se num dos postais mais fotografados do Algarve, com as casas brancas dispostas em anfiteatro sobre a enseada. Os barcos coloridos que ainda vão à faina levam também turistas às grutas marinhas da região.

Sobe-se de Carvoeiro pela estrada do Paraíso até uma escadaria estreita e sinuosa que desce a outra pequena enseada, encaixada entre arribas altas. A sensação é entrar numa piscina de rocha, com a maresia a encher o ar.

Uma pequena praia mesmo aos pés de Ferragudo, cuja forma muda ao sabor da ribeira que ali desagua. As varandas brancas da vila debruçam-se sobre a margem, como só uma povoação de tradição piscatória sabe fazer.

Uma das praias mais bonitas do Algarve, com um trilho subaquático de máscara e barbatanas onde é possível ver polvos, chocos e até cavalos-marinhos. Na primavera, os campos de orquídeas silvestres perto do parque de merendas são um motivo a mais para visitar.

Forte do século XVII em Ferragudo, à margem do Rio Arade, que mais tarde se tornou residência particular do poeta Coelho Carvalho. As suas muralhas ainda ligam a Praia da Angrinha à Praia Grande.

Mais larga que a vizinha Vale da Azinhaga, tem arribas às riscas — ocre, rosado, quase branco — esculpidas por séculos de chuva e mar. Nas zonas de rocha mais resistente, cinzenta, cresce uma das floras de arriba mais diversas da costa.

Ao lado do promontório da Ermida de Nossa Senhora da Rocha, chega-se por uma escadaria íngreme ou por um túnel de 60 metros escavado à mão através da rocha — nas paredes, à luz que ainda entra, veem-se fósseis marinhos incrustados.

Praia partilhada com o pequeno porto de pesca que lhe dá o nome, aos pés da ermida no promontório. Do alto, a vista da costa chega até Albufeira — e um túnel na rocha liga esta praia à vizinha Praia Nova.

Gruta marinha com uma abertura no teto que deixa entrar luz natural sobre uma pequena praia interior. Só é acessível por mar, em caiaque, prancha ou passeio de barco.

A primeira praia marítima do concelho depois da foz do Arade, perto do farol da Ponta do Altar. Uma enorme abóbada de dois arcos marca a arriba norte — e daqui ainda se avista a marina e a cidade de Portimão ao longe.
Só se chega de barco, ou a pé pela Praia dos Caneiros na baixa-mar. Ao largo, o Leixão da Gaivota é zona protegida para aves marinhas — corvos-marinhos e garças nidificam ali na rocha, um caso raro na Europa.

No estuário do Rio Arade, aos pés de Ferragudo, vê-se ao longe a floresta de mastros da marina de Portimão. Dois fortes — de S. João e de Santa Catarina — ainda guardam as duas margens da barra, como há séculos.

Erguida sobre um rochedo onde antes havia uma fortaleza militar, tem uma cúpula octogonal e, no nártex, uma coluna com um raro capitel visigótico.
Já na ponta poente da baía de Armação de Pêra, mas ainda de caráter rochoso. Um trilho pelo topo da arriba liga esta praia à vizinha e mais escondida Praia dos Beijinhos.

Só se chega a pé, pelo trilho que parte de Vale do Olival. O prémio é um pequeno areal emoldurado por dois enormes leixões, tão próximos um do outro que quase se tocam.

Do século XVI, mas remodelada a fundo no final do século XVIII — a torre sineira ainda guarda um portal manuelino sob a fachada neoclássica que veio depois. Quatro retábulos rococó decoram as capelas laterais.

No fundo de um vale profundo, junto ao pequeno porto de pesca que lhe dá o nome — e mesmo ao lado da famosa gruta que tornou Benagil conhecida no mundo inteiro. Os barcos coloridos que ali atracam também levam visitantes a espreitar o interior da gruta e outras praias selvagens da costa.

Igreja do século XVIII

Chega-se por um túnel escavado à mão na arriba, com nichos e até um espaço para um bar talhado na própria rocha — obra de alguém com tempo e imaginação. Um enorme leixão corta o horizonte ao centro da praia.

Até há poucos anos, praticamente não existia areal aqui — foi a construção de um molhe que criou esta pequena enseada abrigada. O trilho pelo topo da arriba, para poente, abre a vista sobre toda a baía de Armação de Pêra.
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