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Para ver e visitar

Começado a construir nos anos 1840 mas só concluído em 1909 pelo Visconde de Estoi, tem um estilo marcadamente eclético. Depois de restaurado, funciona hoje como pousada de charme.

Vila romana à entrada de Estoi, ocupada desde o século I, com termas e um edifício religioso do século IV. Ainda hoje é possível ver mosaicos originais no local.

Só se chega de barco, atravessando os labirintos de areia e vasa da Ria Formosa. São cerca de 10 km de silêncio numa ilha desabitada que, a nascente, termina no Cabo de Santa Maria — o ponto mais a sul de Portugal continental.

Erguida em estilo gótico sobre o mesmo local onde antes houve um templo romano e depois uma mesquita. Saqueada e incendiada em 1596 pelos corsários ingleses do conde de Essex, guarda hoje o que é considerado o melhor retábulo de talha seiscentista do Algarve e um órgão barroco decorado com motivos orientais.

Chamada de "Ilha de Faro", é na verdade parte da Península do Ancão, ligada por uma ponte estreita sobre a ria. Do lado da lagoa, calmo e usado para desportos náuticos, a vista abrange a serra e a cidade de Faro emolduradas pela Ria Formosa.

Construída entre 1713 e 1719, tem no retábulo da capela-mor uma obra-prima do mestre Manuel Martins (1736-37), o primeiro exemplo do estilo joanino no Algarve. Tem também uma Capela dos Ossos.

Entrada monumental
Inaugurado em 1889, é o museu mais antigo do Algarve, instalado no edifício da capitania do porto de Faro.

Na Ilha da Culatra, batizada pelo farol que marca a Barra Nova. Mais movimentada perto do cais, vai ficando tranquila para nascente até aos Hangares, onde um velho bunker ainda lembra o tempo em que hidroaviões da Marinha ali fundeavam.

Do final do século XVI, tem um retábulo dos anos 1680 — um dos primeiros exemplos de barroco no Algarve. Na sacristia, a pintura da Descida da Cruz, de Diogo Teixeira, é considerada o melhor exemplo de pintura maneirista da região.

Recria, num só espaço, uma casa tradicional algarvia, e reúne também pinturas do artista Carlos Porfírio, natural da região.
Sem construção nenhuma à vista, esta faixa de areia muda de forma ao sabor do vento e das marés. Do outro lado da barra vê-se a Ilha Deserta — e por aqui a solidão é a regra, não a exceção.

Povoação antiga de pescadores, outrora feita de casas de madeira, hoje com toda a estrutura que ainda serve quem vive do mar. Uma hora de caminhada para nascente leva à Barra do Lavajo, com as suas piscinas naturais de areia.

Jardim e esplanadas

Construído no início do século XVII quando a sede do bispado se mudou de Silves para Faro, é um dos edifícios mais representativos da arquitetura chã algarvia. No interior, um conjunto notável de azulejos barrocos e rococó do século XVIII.

Praia na Ria Formosa

Instalado no antigo Colégio dos Jesuítas, do século XVII, abriu como teatro a 4 de abril de 1845. A decoração de gosto romântico lembra o Teatro de São Carlos, em Lisboa.

Começada no final do século XVII, só ficou concluída na década de 1780 pelo arquiteto italiano Francisco Xavier Fabri. Guarda quatro pinturas italianas encomendadas em 1792, entre elas "A Morte de São Francisco", pintada em Roma por Marcello Leopardi.

Convento iniciado em 1519 com o patrocínio da rainha D. Leonor, com um dos primeiros claustros proto-renascentistas de Portugal. Hoje aloja o Museu Municipal de Faro, fundado em 1894.

Igreja medieval reconstruída no início do século XVI. A abóbada da capela-mor forma uma estrela de cinco pontas com as suas nervuras — um dos exemplos mais bonitos do estilo manuelino na região.

Museu interativo

Reconstruída em 1583 sobre uma antiga igreja manuelina, tem planta centralizada em cruz grega, de estilo maneirista. Também esta foi incendiada em 1596 pelos corsários ingleses do conde de Essex.
A cerca de 1,5 km do Farol, na Ilha da Culatra, esta praia guarda vestígios de um passado militar — um velho bunker e arame farpado do tempo dos hidroaviões da Marinha. Hoje é só duna, silêncio e um pequeno povoado de veraneio virado para a ria.
Guarda o cemitério da antiga comunidade judaica de Faro, ativo entre 1838 e 1932. O centro interpretativo recria até uma sinagoga com uma cerimónia de casamento judaico.
Mercado tradicional

Cercam a Vila Adentro, o centro histórico de Faro, com origem romana. O Arco do Repouso deve o nome à lenda de que o rei D. Afonso III ali descansou depois da conquista de 1249; o Arco da Vila, neoclássico, é obra do arquiteto italiano Francisco Xavier Fabri.

Construído em 1912 pelo comerciante Manuel de Jesus Belmarço, é um dos exemplares mais interessantes da arquitetura revivalista do Algarve. No interior, painéis de azulejos retratam paisagens e monumentos portugueses.

Do meados do século XVI, com duas grandes remodelações ao longo dos séculos. Destaque para o conjunto de esculturas maneiristas, em especial a imagem de São Vicente.
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