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Para ver e visitar

Igreja do século XVI reconstruída após o terramoto de 1755, com portal renascentista. Um pequeno museu anexo guarda peças de arte sacra, incluindo as bandeiras históricas da Irmandade da Misericórdia.

Ao fundo de um vale estreito perfumado a esteva, esta praia vasta e tranquila é procurada sobretudo por quem pratica surf e pesca. As arribas de xisto guardam camadas de rocha visivelmente dobradas — testemunho silencioso de forças geológicas antigas.

Igreja do século XVIII, de nave única, com retábulos barrocos que guardam imagens de Nossa Senhora, Santo António e São Sebastião entre os séculos XVI e XVIII.

Um areal imenso e sereno, com quase 500 metros de comprimento, a que se desce por uma grande escadaria de madeira entre arribas de xisto. Na baixa-mar formam-se piscinas naturais onde anémonas, camarões e estrelas-do-mar ficam à mostra.

Selvagem e quase sempre deserta, esta praia estreita esconde um anfiteatro natural de xisto negro que só aparece na baixa-mar. Um destino para quem procura silêncio — e para os pescadores que a preferem por isso mesmo.

Praia de calhau rolado a sul da Arrifana, com vista sobre a Pedra da Agulha. Os seixos, tingidos por líquenes de cores quentes, rolam com um som quase cavernoso quando o mar está bravo — um espetáculo sonoro tão procurado quanto as suas boas ondas para o surf.

Uma enseada em forma de concha onde ainda se pesca como antigamente, com a Pedra da Agulha a emergir do mar como um marco da Costa Vicentina. Vale o passeio até ao topo da arriba, onde as ruínas da Fortaleza da Arrifana dominam a paisagem — e, mais além, os vestígios de um antigo convento-fortaleza muçulmano.

Reconstruída em estilo neoclássico depois de o terramoto de 1755 destruir a igreja gótica original. No altar-mor, uma imagem do início do século XIX da padroeira da vila, Nossa Senhora da Alva.

Construção militar árabe do século X, no topo de um cerro, com muralha e duas torres ainda de pé e uma cisterna abobadada no interior. Defendeu a vila até ao século XVIII — hoje, mesmo em estado de conservação modesto, continua a oferecer a melhor vista sobre Aljezur.

No ponto mais alto de Odeceixe, este moinho de vento de estilo mediterrânico ainda mostra a quem visita como se transformava o cereal em farinha — só aberto no verão.

Vasto areal com uma plataforma rochosa a sul que na baixa-mar revela caranguejos, estrelas-do-mar e ouriços entre as poças. A descida oferece uma vista panorâmica sobre a costa e a pequena povoação de veraneio, e é uma das praias com acesso adaptado da região.

Uma pequena enseada escondida a sul de Odeceixe, praia oficial de naturismo, só alcançável por um trilho íngreme com escadaria de madeira — recompensa para quem não tem pressa.

A praia nasce onde a ribeira de Seixe se despede docemente no mar, deixando lagoas mornas e rasas, ideais para os mais pequenos. Arribas de xisto riscadas de quartzo emolduram o areal, e quem preferir água doce pode alugar uma canoa e remar rio acima à procura de lontras e guarda-rios.

Instalado no antigo edifício dos Paços do Concelho, reúne arqueologia de todo o concelho e uma casa antiga reconstruída com utensílios agrícolas — um retrato completo da vida rural de Aljezur.

Na aldeia da Carrapateira, este museu etnográfico conta as tradições ligadas à pesca e à agricultura da região, com documentos, objetos e registos audiovisuais.

Nasce onde a ribeira de Aljezur se abre em sapal, entre uma arriba negra que parece um gigante deitado sobre o mar e uma duna fossilizada do outro lado do vale. O areal é enorme e dá para duas praias em uma: de frente para o mar, com lagunas calmas e seguras para crianças, ou ao longo do rio, à sombra das encostas.

Com mais de 3 quilómetros de areal, é uma das maiores praias do Algarve — e uma das mais selvagens, com dunas que avançam até à Carrapateira e uma lagoa onde ainda se veem lontras junto à foz da ribeira. Uma rede de passadiços leva a miradouros sobre esta imensidão.

Famosa pelas suas ondas versáteis, o Amado recebe campeonatos de surf nacionais e internacionais e nunca fica sem escolas na areia. Ainda assim, basta caminhar um pouco pelo areal — que se estende por três vales — para encontrar um canto tranquilo, ou seguir os passadiços até ao curioso abrigo de pesca da Zimbreirinha, onde os barcos ficam suspensos na arriba.

Numa antiga adega do início do século XX, mostra ao visitante como se fazia o vinho na região, com os instrumentos originais da produção.

Ruínas de fortaleza
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